As dificuldades não esmagam um homem, fazem-no.
(Arthur Meighen)
Mostrar mensagens com a etiqueta Artigos de interesse. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Artigos de interesse. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Para reflectir...

"Para mim, a vida é tudo menos uma chama fugaz.
É uma espécie de magnífica tocha ardente que empunho neste momento e que eu quero que brilhe o mais possível antes de a passar às gerações futuras."
George Bernard Shaw
"A verdadeira generosidade para com o futuro consiste em entregar tudo ao presente".
Albert Camus

sábado, 29 de novembro de 2008

Selecção de Pessoal

A redacção que se segue foi escrita por um candidato numa selecção de Pessoal na Volkswagen. A pessoa foi aceite e o seu texto está a fazer furor na Internet, pela sua criatividade e sensibilidade.
Já fiz cócegas à minha irmã só para que deixasse de chorar.

Já me queimei a brincar com uma vela, já fiz um balão com a pastilha que se me colou na cara toda, já falei com o espelho, já fingi ser bruxo.
Já quis ser astronauta, violinista, mago, caçador e trapezista; já me escondi atrás da cortina e deixei esquecidos os pés de fora; já estive sob o chuveiro até fazer chichi.
Já roubei um beijo, confundi os sentimentos, tomei um caminho errado e ainda sigo a caminhar pelo desconhecido.
Já raspei o fundo da panela onde se cozinhou o creme, já me cortei ao barbear-me muito apressado e chorei ao escutar determinada música no autocarro.
Já tentei esquecer algumas pessoas e descobri que são as mais difíceis de esquecer.
Já subi às escondidas até ao terraço para agarrar estrelas, já subi a uma árvore para roubar fruta, já caí de uma escada.
Já fiz juramentos eternos, escrevi no muro da escola e chorei sozinho na casa de banho por algo que me aconteceu; já fugi de minha casa para sempre e voltei no instante seguinte.
Já corri para não deixar alguém a chorar, já fiquei só no meio de mil pessoas sentindo a falta de uma única. Já vi o pôr-do-sol mudar do rosado ao alaranjado, já mergulhei para a piscina e não quis sair mais, já bebi whisky até sentir os lábios dormentes, já olhei a cidade de cima e nem mesmo assim encontrei o meu lugar.
Já senti medo da escuridão, já tremi de nervos, já quase morri de amor e renasci novamente para ver o sorriso de alguém especial, já acordei a meio da noite e senti medo de me levantar.
Já apostei correr descalço pela rua, gritei de felicidade, roubei rosas num enorme jardim, já me apaixonei e pensei que era para sempre, mas era um "para sempre" pela metade.
Já me deitei na relva até de madrugada e vi o sol substituir a lua; já chorei por ver amigos partir e depois descobri que chegaram outros novos e que a vida é um ir e vir permanente.
Foram tantas as coisas que fiz, tantos os momentos fotografados pela lente da emoção e guardados nesse baú chamado coração... Agora, um questionário pergunta-me, grita-me desde o papel: " - Qual é a sua experiência?"
Essa pergunta fez eco no meu cérebro. "Experiência..."Experiência... " Será que cultivar sorrisos é experiência? Agora... agradar-me-ia perguntar a quem redigiu o questionário: " - Experiência?! Quem a tem, se a cada momento tudo se renova???"
Facto é que desconheço a origem ou até mesmo a veracidade deste texto, no entanto, é na minha opinião de uma beleza e sensitividade poderosas. Eu recrutaria...ou melhor, seleccionaria :)

Gestores de RH em crise

É gestor de Recursos Humanos e está habituado a lidar com as crises de carreira dos outros. Mas desta vez é você que está a atravessar uma má fase profissional. Não sabe o que fazer para combater esta situação? Pare e reflicta um bocado sobre o que está errado e como pode chegar à solução para o problema.

Recursos Humanos é uma carreira que causa muito stress e é muito desgastante. Muitos profissionais da área de Recursos Humanos dispensam muito do seu valioso tempo e da sua energia a tentar resolver os problemas e necessidades dos empregados. Muitos profissionais de RH dedicam tanta energia a cuidar das necessidades dos outros que negligenciam as suas próprias carreiras.
Arranjar uma solução para este tipo de problema não é tarefa fácil. Mas, anime-se, há sempre uma saída. Há quatro questões que qualquer profissional de Recursos Humanos deve colocar a si próprio e deve tentar responder com toda a sinceridade de modo a obter a solução certa para este tipo de situação.

Será que eu preciso de tempo?
Nem sequer se lembra da última vez que tirou um tempo para si, que fez uma pequena pausa ou que tirou umas férias paradisíacas. Deixe-me dizer-lhe que está a cometer um erro horrível, se por acaso respondeu sim a esta questão. Não tirar um tempo para cuidar de si e da sua carreira é a pior coisa que pode fazer. Desta maneira os outros vão melhorar nas suas carreiras, porque você os ajudou, e a sua carreira como ficou? Alguém o ajudou? A resposta é não! Ninguém se preocupou consigo. Tire umas férias e aproveite-as para se reorganizar.

Assumo responsabilidades a mais?
Você preocupa-se demasiado em resolver a situação dos funcionários e assume múltiplas responsabilidades. Pare! Aprenda a separar e a delegar as tarefas que consomem a maior parte do seu tempo. Veja se não pode passar algumas dessas tarefas a outros departamentos, por exemplo, para os serviços administrativos. Relaxe, deixe as responsabilidades dos outros de lado e assuma as suas próprias responsabilidades.

Ando muito "stressado"?
Os gestores de Recursos Humanos costumam andar sempre debaixo de uma grande tensão. Arranje um meio para libertar a tensão acumulada e possíveis frustrações. Que tal conversar com colegas da mesma área? Decerto que o irá ajudar e vai fazer com que se sinta bem mais calmo e menos tenso depois de partilhar relatos da sua "guerra" com outros profissionais como você.

Sou um caso perdido?
Se tentou de tudo, mas ainda acha que se encontra no meio desta crise e que nada consegue fazer para sair dela, que tal começar a pensar em procurar novas oportunidades para a sua carreira? Porque não fazer uma mudança radical? Pense nisso e saia desta crise em alta.
in: expressoemprego.pt
[Quando comecei a ler este artigo, parecia-me que tinha sido escrito por um qualquer GRH que estava numa grande crise existencial e que resolveu dar uma série de soluções para grandes problemas – qual consultório da “Maria” -, mas quando o li acabei por o achar interessante na mediada em que terá um quanto de verdade e leva-nos para um conceito que muito temos falado – resiliência (ou não resiliência).
Não gostei especialmente da última solução que é dada – uma mudança radical – não que ela por vezes não seja necessária, mas não para tentar resolver um problema como este, porque continuaremos com ele quando estivermos noutra actividade – este é um problema não da actividade profissional, mas de nós mesmos, da forma como encaramos o mundo e os problemas.
De facto, sejamos um dia profissionais de sucesso ou não, todos passaremos por fases iguais às aqui retratadas, seja em que área de actividade for, e se não conseguirmos encará-las positivamente seremos uns eternos frustrados.]

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Na sala de aula

A professora escorrega e dá o maior tombo na sala de aula.
Na queda,o vestido sobe-lhe até à cabeça.
Levanta-se imediatamente, ajeita-se, e interroga os alunos:
- Luisinho, o que você viu?
- Seus joelhos, professora.
- Uma semana de suspensão! E você, Carlinhos?
- Suas coxas, professora.
- Um mês de suspensão. E você, Joãozinho?
Joãozinho pega os cadernos e vai saindo da sala:
- Bom, pessoal, até o ano que vem...

domingo, 9 de novembro de 2008

Paz

"O terrorismo é uma forma desesperada de impotência porque o terrorista é incapaz de viver no mundo que não aceita. A crítica radical do terrorista funda-se numa ética de convicção, alheia a qualquer consideração sobre os efeitos das suas acções. Por isso o terrorista não deixa patentemente de o ser - é o homem da guilhotina e da bomba, que só releva os princípios em que acredita e como só conhece aquela ética de convicção, não acredita na sua possibilidade de transformar argumentativamente o mundo, por isso, quer destruí-lo."
PhD Pinto Bronze, in Lições de Introdução ao Direito, Coimbra, 2000.

Paz... será tanto mais eficaz quanto menos recorrer ao uso da força e quanto mais recorrer a uma adequada argumentação. Muitas vezes, mais do que as palavras, os actos, para que sejam societáriamente reconhecidos como legítimos.
Se não por palavras, por actos.
Pelo amor à paz.
Pelo amor à vida.
Pela paz dentro de cada um de nós.
Verdadeira Paz, não uma Paz podre...

Banco Português de Negócios Esquisitos


Visão
Boca do Inferno – Ricardo Araújo Pereira Domingo, 9 de Novembro de 2008

Opinião - Banco Português de Negócios Esquisitos


Quem deve 700 euros pode ter problemas: intimações, tribuanis, penhoras. Quem deve 700 milhões, em princípio, está mais à vontade. Se contrair empréstimos, já sabe: aponte para cima.



Qual é, hoje em dia, a profissão mais rentável? Jogador de futebol? Advogado? Namorada de jogador de futebol? Não. Creio que o ramo de actividade mais atraente para quem quer construir uma carreira de sucesso é ser proprietário de um banco falido. Enquanto o banco não vai à falência, retiram-se todos os benefícios que ser banqueiro oferece; quando vai à falência, não se suporta nenhuma das desvantagens ­ o Estado toma conta de tudo. Quem deve 700 euros pode ter problemas: intimações, tribunais, penhoras. Quem deve 700 milhões, em princípio, está mais à vontade. Se contrair empréstimos, já sabe: aponte para cima. No que toca a devedores, aplica-se o mesmo princípio de mérito que rege o resto da sociedade: os maiores e mais talentosos têm mais dinheiro e prestígio.

Levando tudo isto em consideração, não se percebe por que razão não há programas de auxílio à criação de bancos falidos. É certo que, no momento em que vão à falência, os apoios não faltam. Mas, tendo em conta que se trata de uma actividade tão proveitosa, não deveria ser incentivada desde cedo?

Como toda a gente, teria todo o gosto em fundar um banco falido. Desgraçadamente, contudo, não tenho curso de economia ou gestão, e temo que a minha falta de preparação técnica me levasse a criar um banco bem sucedido e próspero, o que não interessa a ninguém. Só os mais conceituados e bem pagos gestores parecem ter a capacidade para conduzir um banco estrondosamente à bancarrota.

De acordo com a Agência Financeira, no dia 12 de Outubro de 2008, Teixeira dos Santos garantia desconhecer indícios de que algum banco português estivesse com problemas. Menos de três semanas depois, o mesmo Teixeira dos Santos anunciou a nacionalização do BPN. Há aqui uma perspicácia do ministro que talvez deva ser sublinhada. No entanto, se, por um lado, se louva a capacidade do BPN para, três semanas antes de implodir, conseguir camuflar o estado em que se encontra, a verdade é que, noutros aspectos, o banco não foi tão hábil. Normalmente, uma empresa pratica irregularidades para conseguir sobreviver, ou para aumentar os lucros. No BPN, as irregularidades resultaram, segundo o Diário de Notícias, em prejuízos de 360 milhões de euros e perdas acumuladas de 700 milhões de euros. Até para fazer falcatruas é preciso ter talento.


sábado, 25 de outubro de 2008

A beleza nos nossos olhos...

Recebi este video e não podia deixar de dedicá-lo a uma pessoa de quem gosto muito, que já venceu uma batalha e sei que vencerá a guerra.

A vida marca-nos de muitas formas. Acredito que os nossos demónios desaparecem com a força que a própria vida nos dá. Muitas vezes escrever e ver o que somos é também uma forma de exorcismo, de lavar a alma e é também uma forma de não permitir que esses demónios morram no nosso próprio esquecimento. Que as palavras permaneçam na solidão das palavras.

Desta forma, posso ir soltando alguns fios de brilho ao longo dos dias que passam. E o tempo passa tão rapidamente. Ainda não há muito tempo, todos nós fomos pessoas tão diferentes, diferentes do que somos hoje, do que somos agora, do que sentimos hoje, tão diferentes, porque o tempo passa e porque a experiência em si é um jogo de conhecimento; vamos percebendo como a vida se dá a si mesma. A dura realidade é que o tempo passa, olhamos para trás e muitas vezes, vezes demais, percebemos que o estivemos a perder…
Umas vezes, são as nossas fragilidades perante a vida e a sua intensidade que nos fazem crescer, mudar, evoluir. Eu espero que assim seja. E na vida, há que chorar mas limpar as lágrimas, enterrar a dor com o esquecimento, tirar o luto ao mundo e viver sem respostas. Há que viver, apenas. Viver de relâmpagos, muitas vezes.

Para ti minha querida amiga e colega...